Informação do século XXI. Factos para quê ? Info-desentretenimento de alta qualidade. Montagens de alta resolução. Registos sonoros editados completamente fora do contexto. Uma espécie de TVI meets 24Horas interactivo. Sete mentes depravadas em repasto intelectual.

domingo, junho 04, 2006

pRAGA. pONTE. kAFKA.

pORTO. aERO. aMANHECER.

segunda-feira, abril 03, 2006



Apesar do aspecto menos agreste, Praga não estava muito mais quente.

segunda-feira, março 13, 2006

A sério, fazia um daqueles calores estranhos em Budapeste...



terça-feira, fevereiro 07, 2006

POEM

I am continually disappointed by nudity
decently covered breasts could look like anything when revealed,
the nipples might be eyes or snake heads or flowers glowing gold,
they might be anything, but never are.
And as for the rest of it, the whole between-the-legs business,
when I was a boy, and simply wondered about women, why back then
it was the mystery of mysteries,
and now, grown up
I still think,
I wonder what she keeps hidden,down there, beneath that cloth,
imagining miracles and mysteries and dreams
conjuring secret mouths and lips that smile and sing
craving petals, tentacles and stars,
desiring the unimaginable.

The reality of nakedness
makes me mutter Jesus Christ with delight and awe as well, of course,
but still, the revelation is in its way prosaic.
Just another gentle biped with bumps and flesh and cleft and hair,
always looking just
a little bit more awkward and less interesting
than when she wore clothes.

Neil Gaiman

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Da política para a alcofa

O Homem é previsível. E por isso transporta para a rua os ensinamentos de casa enquanto tenta convencer a família de o que o que está lá fora é que é bom. E, por isso, repete posturas. Às distopias estatistas iniciadas na primeira metade do século XX corresponderam formas de amar. Chamemos-lhe funcionalismo público sentimental. Actualmente, e em particular as gerações mais jovens, trazem para dentro de casa os mesmos predicados por que se regem no trabalho: ou dão o litro, ou são substituídos.

Assim sendo, passamos do funcionário público nos serviços do Estado para o funcionário público em casa, situação que se traduz mais ou menos no seguinte: o primeiro a apanhar a miúda ganha, pela antiguidade, privilégios e direitos adquiridos inalienáveis, para e pelos quais não terá mais que suar um mililitro. A mulher é dele, dar-lhe flores ou um par de estalos não alterará a macro-estrutura.

E depois há a juventude, que sabe ser difícil (e enfadonho) manter-se o mesmo emprego uma vida inteira, quanto mais uma mulher.

A diferença de sistemas, dirá o filho da puta que me quiser destruir a dissertação, reflecte-se na natureza da relação entre elementos, que no trabalho há quem manda e quem obedece e que numa "relação moderna" está tudo ao mesmo nível. Pura ilusão: ainda que a propriedade seja, no mercado de trabalho, a força desequilibradora na tomada de decisões, quantos são os CEO's e Chairmans e Presidentes ou Directores de Departamento que potenciaram o seu peso na balança? Bastantes. Chama-se a isso alpinismo (ou darwinismo) laboral.

Nas relações é igual: ambos os funcionários procuram, mais ou menos subtilmente, colocar-se na posição mais favorável para a decisão. A igualdade, nesses termos, é uma ilusão. Tudo bem que dividem contas, mamadas aos putos e trabalham os dois. Mas o facto é que, neste caso, igualdade seria um dizer: eu quero X; e outro reclamar: eu quero Y e as duas posições anularem-se. A partir do momento em que um pode ficar com X e o outro com Y, ainda que custando a relação, a ligação entre ambos não passa de um eterno desequilíbrio.

A desvantagem de um mercado sentimental livre é a precaridade da nossa posição. A sua vantagem é a equivalente precaridade dos outros. Só estamos a bem com o mal dos outros, de facto...

terça-feira, janeiro 10, 2006

Quando eu era pequenino...

Redação: "O Mano"

Quando eu tiver um mano, vai-se chamar Herrare porque Herrare é o mano.

Eu vou gostar muito do meu mano.

Fim.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Do Ano Velho, ficou...

... que o Fanhã é rabo.

... que continuem a não ligar ao Hedonista, afinal ele é de Fafe.

... que este ano, o Domingo à noite calharia num Sábado.

... que Portugal vai ganhar o Mundial, já que se me olvidou de ocorrer outra coisa enquanto enfardava as doze passas.

... que foi um prazer.