Informação do século XXI. Factos para quê ? Info-desentretenimento de alta qualidade. Montagens de alta resolução. Registos sonoros editados completamente fora do contexto. Uma espécie de TVI meets 24Horas interactivo. Sete mentes depravadas em repasto intelectual.

Quinta-feira, Novembro 25, 2004

Da mentira e outras malandrices

Desde pequeno que sempre ouvi dizer que mentir é feio. Geralmente esse pressuposto justifica-se por si só. Não devemos mentir porque está errado. Porque não é moral. Não é correcto. Com o tempo, e com o consequente esbater das minhas fronteiras individuais entre o correcto e errado (o "Bem" e o "Mal". Bleargh!), essa justificação deixou de ser suficiente em si. Então lá tive eu que, para grande desgosto meu, pensar no raio da questão.
E cheguei à conclusão - será certa ou errada, ou isso simplesmente não interessa por bastar ser certa para mim – que não devemos mentir porque não nos favorece. Analiticamente, parece-me que temos mais a ganhar com a verdade do que com a mentira. Pode ser uma mentira piedosa, dita com as melhores intenções, mas será que realmente favorece a pessoa em questão? Ou não estaremos nós simplesmente a tentar evitar dizer a verdade porque, no fundo, não nos é muito conveniente?
E o caso torna-se mais sério quando nos mentimos a nós próprios. Esse é o tipo de mentira mais frequente e mais grave. Quantas vezes não nos revestimos de mentiras para não termos que lidar com a triste verdade?
O ser humano pode ser convencido de praticamente tudo. Por isso é que a maioria dos alemães na altura do regime nazi acreditavam que não se matavam judeus em série; por isso é que a maioria dos americanos de hoje em dia acreditam que o seu presidente chora individualmente a morte de cada soldado no Iraque. Isto porque, em certa medida, queriam e precisavam de acreditar nesse tipo de coisas. Não é coincidência que ambos os países tivessem uma crise em mãos nas duas alturas referidas. Assim, as pessoas estavam mais vulneráveis às mentiras dos seus líderes. Comparar Bush com Hitler, eu? Deus me livre!


(Naturalmente, este texto não passa de um rol de mentiras como forma do autor se escusar a lidar com os seus verdadeiros problemas - ou não)

Terça-feira, Novembro 23, 2004

Foda-se pa merda das tecnologias. Tinha escrito um texto brutal e o filho da puta deste computador comeu-me as palavras.

Quando os homens grunhiam e gravam imagens na pedra, as rodas eram quadradas e tudo era mais simples!

Quinta-feira, Novembro 18, 2004

Mulheres…

Não podemos viver com elas, e não as podemos matar. Como homem que sou, sei aquilo que todos os homens sabem mas que nem sempre dizem: as mulheres são o móbil para toda e qualquer actividade masculina. A nossa única certeza neste Mundo caótico e confuso é a de que somos homens - queremos mulheres!
O problema é que com as mulheres tudo se torna dúbio, confuso, desmoronam-se as certezas. Amor-ódio, ódio-amor, amor-ódio, ódio-amor… É a eterna dicotomia que nos persegue. Somos ao mesmo tempo complementares e antagónicos. Vivemos em realidades completamente diferentes e simultaneamente simbióticas.
Mas nós, homens, não fazemos a mínima ideia do que se passa na cabeça das mulheres. E, ao contrário da ideia generalizada, as mulheres não sabem assim tanto sobre nós quanto isso. Com tantas complicações, é caso para pensar “mas afinal o que é que nos motiva para continuarmos a procurar-nos mutuamente?”
No caso dos homens, a resposta é bem simples: sexo. Sexo sexo sexo sexo sexo sexo sexo sexo sexo sexo sexo (perdão, deixem-me só ir ali limpar a baba do queixo) sexo sexo sexo sexo. No caso das mulheres, o caso é mais bicudo (no pun intended): conhecidas as inúmeras limitações dos homens neste campo, limitações essas que as mulheres tanto fazem questão de salientar (uma vez recebi um e-mail com os “1000 erros que os homens cometem na cama - muito lentos, muito rápidos, blá blá blá". Conclusão: as mulheres nunca estão satisfeitas), é de estranhar que continuem a ter razões para gentilmente acederem em dar-nos uma hipótese.
Eu penso ter descoberto a verdadeira razão por detrás dessa intrigante indulgência:

Pontos negros.


As mulheres só namoram connosco, só se casam connosco para poderem espremer os nossos pontos negros. Por isso as mulheres valorizam mais as relações de longa duração do que casos passageiros - porque ter uma relação estável com um homem é garante de uma fonte fiável de pontos negros. E só não há mais lésbicas no nosso mundo porque as mulheres têm, em geral, peles muito mais cuidadas que os homens. Já é tempo de acabar com esta farsa milenar!
Por isso, não nos iludamos, homens. Deitem os vossos cremes ao lixo, não lavem mais a cara! Pontos negros são formosura!

Terça-feira, Novembro 16, 2004

O Gerador da Palha

O Gerador da Palha é o melhor amigo do comunicador. O Gerador da Palha trata o discurso da forma mais rocócó possível. O Gerador da Palha trata de polir a forma e deixa o conteúdo para outras alturas. Numa altura de fast-tudo, de corantes e conservantes, de fome e obesidade, de guerra e paz, de Tolstoi e Margarida Rebelo Pinto, o Gerador da Palha é um espaço que promove a dialéctica tal e qual ela se nos apresenta no dia-a-dia. Cheia de nada: o copo que está cheio de espaço livre entre os seus limites, mas nem assim deixa de ser um copo cheio de algo.



Agora recordem aquele discurso bem acomodado entre a poltrona, a mesa e a foto do Sá Carneiro e tentem recordar-se do que foi dito pelo nosso Primeiro. Já faz algum sentido?

P.S.: obviamente têm de experimentar o Gerador da Palha algures no meio deste post…

Sexta-feira, Novembro 12, 2004

O

FUNDO

NEGRO

O

VAZIO

DA

MEDITAÇÃO

O

ESPAÇO

DA

REFELXÃO

O

PROFUNDO

A

DIVAGAÇÃO

A

ANÁLISE

A

CRITICA

O

OBJECTIVO

A

SOLUÇÃO

AS

SOLUÇÕES

interiores

Quinta-feira, Novembro 11, 2004

Crónica dos dias em que o Mundo ficou demasiado pequeno

Já era de esperar que tal acontecesse, e como tal ninguém ficou surpreendido. Não era tanto uma questão do Mundo ter ficado pequeno, pelo menos não no sentido de encolher fisicamente, mas mais uma questão das pessoas terem-se tornado muitas. Tantas que dir-se-ia ter encolhido o Mundo.

Mesmo conhecendo as potenciais consequências do seu comportamento, continuaram a comer e a crescer e a ter filhos e mais filhos. O nome do jogo era espalhar a sua semente por todo o lado no menor espaço de tempo. E se o acto de polinização era tão agradável, porquê preocupar-se com os efeitos secundários? É certo que alguns blasfemos continuavam a defender que deviam ser mais discriminativos na hora de soltar a semente. Mas todos pensavam:

“Que se preocupe o vizinho com isso”

O vizinho, naturalmente, pensava o mesmo.

E foi assim que, de repente, o Mundo ficou pequeno. Era vê-las, as pessoas, acotovelarem-se nas ruas, preenchendo todos os cantos e recantos, todas as fendas e ranhuras, protestando, exigindo que se chegassem para lá, que não se pode sequer esticar um braço, agitando os olhos irados já que era a única coisa que podiam mover livremente.

Segunda-feira, Novembro 08, 2004

O lápis azul alaranjou...

"Jornalistas gregos solidários com Portugal
A União de Jornalistas da Imprensa Diária de Atenas apoia a luta dos jornalistas portugueses para garantir a independência do serviço público de televisão."

in Sítio do Sindicato de Jornalista

É preciso uma epifania deste género para percebermos a gravidade das coisas! Até os gregos já perceberam que o Marcelo foi pressionado e que a nomeação do Luís Delgado para a Lusomundo e do outro magano com cor partidária para a RTP é sinal de insuficiência democrática.

E os gregos ganharam-nos no Euro, recordem-se...

Quinta-feira, Novembro 04, 2004

Mais quatro anos.

Terça-feira, Novembro 02, 2004



Sabem qual é o cúmulo da ironia democrática ?

É o George W. Bush ir a eleições no único país do mundo onde é possível ser eleito.

Razão têm os ingleses ao dizer que se tivessem uma palavra a dizer nas eleições americanas (afinal, até são primos de sangue), votariam em Homer Simpson.

Para o Natal, há quem queira a "Minha Agenda". Eu não peço tanto: só mais um voto para o Kerry do que para o Bush.