Made in Portugal
O Mourinho esta com cara de tédio a fazer amor com uma inglesa.
De repente, ela atinge o orgasmo e diz
- HO, HOO, HOOOOO MY GOD!!!
Ele com a mesma cara diz
- Na intimidade podes chamar-me só Mourinho.
Quarta-feira, Março 30, 2005
Terça-feira, Março 22, 2005
O GhostTown que me perdoe o plágio, mas não deu para resistir...
São estas coisas que despertam a costela publicitária que tento ignorar...
Diz o Público
...que os EUA preparam uma queixa contra Cuba na UN por causa das sistemáticas violações dos Direitos Humanos praticados nessa ilha. Acho muito bem! Já é hora de esse ditador levar dois sopapos da realidade. O Inoportunus teve, aliás, acesso a parte do rascunho daquele que será o texto a enviar âs Nações Unidas. Citando:
"... it is with tragic loss that the United States of America notice that the island of Cuba is being held captive by the egomaniac manners of such dictator. Nevertheless the fact that this could be our 52nd state (and what a new Hawaii it would be), the USA have to make a clear statemente: we shall not allow Human Rights to be stepped on. (just a minute, I'm plugging in my death penalty machine). The most horrific atrocities are being done to prisoners in an arbitrarian use of the law. They are arrested with no right to a lawyer, a trial or even to know what they are accused of. Guatanamo must be shut down! Now! (the death penalty will be applied in 5... 4... 3... 2... 1...)"
Segunda-feira, Março 21, 2005
Puxando a brasa à minha sardinha, fica o aviso a gente que quer fazer da comunicação o seu ganha-pão: o máximo que irão conseguir ser é assistentes de carnes brancas no Pingo Doce, quiçá, com alguma sorte, no Jumbo. Mas, pensando bem, não era isto que tinha em mente... Ah, agora me recordo: para todos cujas mãos se querem bem tratadas, seguindo os conselhos do Bon Chic José Castelo Branco, talvez um esforço suplementar venha dar o empurrãozito que falta. A saber: a Carga de Trabalhos é um blog que dispõe espaço para quem quiser expor a sua procura/oferta de trabalho na área da comunicação, entenda-se: design, publicidade, marketing, jornalismo, animação, etecétera e tal. Já sabem: Carga de Trabalhos. Obviamente, é exigida como condição base que qualquer recém-licenciado tenha pelo menos 15 anos de experiência profissional em funções semelhantes e as únicas empresas que fornecem formação no local de trabalho operam na área do marketing telefónico...
Carga de Trabalhos. Prontos.
News Bytes
1. O aborto vai voltar a referendo algures nos próximos 4 anos. Finalmente a classe política percebe a urgência de não se sacudir o pó para debaixo do tapete e tratar de dar à casa a desinfecção que ela precisa. Claro que este discurso pró-liberdade (o que é muito diferente do maniqueísmo pró-vida vs. pró-aborto) parte da ideia antecipada que a vitória do NÃO há uns anos foi um grande acidente de percurso, explicável apenas pela tendência (criado integralmente por mim neste preciso momento) de que grande parte dos homens e mulheres a favor da total descriminalização são, ao mesmo tempo, grandes apaixonados de solarengos fins-de-semana prolongados. Esperemos, para bem da democracia, que a participação dispare e que ninguém dedida tirar o domingo de folga novamente.
2. PJ confirma detenção de alegado assassino de polícias. Ainda bem. Gostei particularmente da reacção policial aos crimes de que têm sido vítimas nos últimos tempos. Não entendam mal: estou completamente solidário com a causa de haver treino especializado consoante as áreas de intervenção (porque ser polícia na Cova da Moura não é a mesma coisa que o ser em Fafe), mais meioss, tudo que for necessário e confortável para um saudável (e sublinho, SAUDÁVEL, não arbitrário) uso da autoridade que nos beneficie a TODOS enquanto sociedade. Mas não é só isso que se ouve. Subitamente, as associações sindicais pedem aos seus constituintes que trabalhem as horas que forem precisas para apanhar os criminosos. Se for preciso trabalhar de borla, que o façam, pede a ASP. Hmm: é de mim, ou já era suposto a polícia trabalhar no sentido de apanhar os maus? E só agora é que se disponibilizam a trabalhar mais e melhor? Fica aquela péssima ideia no ar de que a polícia se esforça mais por si do que pela salvaguarda daqueles a quem juram proteger: o povo português (imigrantes incluídos). Obviamente que eles também têm direito a todo o empenho das autoridades com vista à solução célere do seu caso. Fiquei espantado de saber que isso só vai acontecer a partir de agora...
3. Milhares nas ruas contra Bush e Blair
Austrália - Em Sydney, cerca de mil pessoas - o mesmo número reunido no sábado em Melburne - protestaram, ontem, contra a guerra no Iraque e a participação do seu país na coligação internacional. Isto numa altura em que John Howard, primeiro-ministro, reitera o empenho militar de Camberra no Iraque. Canadá - Vários milhares de pessoas exigiram ontem, em Montreal, a retirada de "todas as forças de ocupação" do Iraque. Estados Unidos - Marchas contra a guerra realizaram-se em várias cidades americanas, nomeadamente em Nova Iorque, Los Angeles e São Francisco, tendo-se registado dezenas de detenções. Malásia - "Abaixo George Bush. Abaixo Tony Blair", ouviu-se, ontem, frente à Embaixada dos EUA em Kuala Lumpur. Depois, a polícia interveio, fez uso de gás lacrimogéneo e dispersou as cerca de 400 pessoas que protestavam contra a guerra. Egipto - Duzentas pessoas de um lado, 200 de outro fizeram, ontem, no Cairo, da guerra argumento para louvar e criticar o Presidente egípcio. "Viva o Egipto. Viva (Hosni) Mubarak", gritavam uns; "Não a Mubarak", ripostavam outros, tendo a separá-los um imponente cordão de forças antimotim. Europa - Londres (Reino Unido), Roma (Itália), Estocolmo (Suécia), Atenas (Grécia) Ancara e Istambul (Turquia) foram algumas das cidade onde, no sábado, milhares de pessoas reclamaram o "fim da ocupação" e, no caso de Roma e de Londres, a retirada imediata dos contingentes militares italiano e britânico do Iraque.
Deve ser o efeito dominó em curso...
Sexta-feira, Março 18, 2005

"I can learn to love and make love to the paradoxes that bug me and on the really romantic evenings of self, I go salsa dancing with my confusion."
"You can't fight City Hall, Death and Taxes. Don't talk about politics and religion. This is all the equivalent of enemy propaganda rolling across the picket line. Lay down, GI! Lay down, GI! We saw it all on the 20th century and now on the 21st century, it's time to stand up and realize that we should not allow ourselves to be crammed into this rat maze. We should not submit to dehumanization. I don't know about you, but I'm concerned with what's happening in this world. I'm concerned with the structure, I'm concerned with the systems of control, those who control my life and those who seek to control it even more. I WANT FREEDOM! THAT'S WHAT I WANT! AND THAT'S WHAT YOU SHOULD WANT! It's up to each and every one of us to turn loose of some of the greed, the hatred, the envy. And yes, the insecurities, because that is a simple mode of control. It makes us feel pathetic, small, so that we will willingly give up our sovereignty, our liberty, our destiny. We have got to realize we are being condicioned on a mass scale. Start challenging this corporate slave's state. The 21st century is going to be a new century, not the century of slavery, not the century of lies and issues with no significance like classism, statism and all modes of control. It's going to be the age of human kind standing up for something pure and something right. What a bunch of garbage. Liberal democrats, conservative republicans. They're all there to control you. Two sides of the same coin. Two management teams biding for control of the CEO job of Slavery Encorporated! The truth is right there in front of you, but they lay out a buffet of lies. I'M SICK OF IT! AND I'M NOT GOING TO TAKE ANOTHER BYTE OUT OF IT! DO YOU GOT ME? Resistence is not futil! We shall win this thing! Human kind is too good! We're not a bunch of underachievers! WE'RE GOING TO STAND UP AND WE'RE GOING TO BE HUMAN BEINGS. WE'LL GET FIRED UP BY THE REAL THINGS, THE THINGS THAT MATTER: CRIATIVITY AND THE DYNAMIC OF THE HUMAN SPIRIT WHICH REFUSES TO SUBMIT!
Well, that's it, that's all I got to say. It's all in your hands now."
Waking Life (2001 - Richard Linklater)
Quinta-feira, Março 17, 2005
Quarta-feira, Março 16, 2005
Língua
Danceteria. Eis um termo que um dia há-de regressar em força, como o spandex recuperou a força com os The Darkness, o disco-beat voltou a bater o pezinho com os Plaza e as calças de cinta baixa deixam à mostra umbiguinhos e umbigões na Primavera que se aprochega. É que danceteria rima com matiné e os Domingos pecam por falta do opções de agitação. Matiné e danceteria poderiam rimar muitas mais vezes...
Terça-feira, Março 15, 2005
Soundbyte
Damien Rice - The Blower's Daughter
And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
in O
and
in Closer OST
A razão pela qual não vale a pena ver noticiários
Porque anunciam a queda do príncipe Guilherme do seu cavalo que chocou a Grã-Bretanha, e passam as imagens de um jovem adulto em boas condições de saúde a dar um tombozito de meio metro. Sem sangue, sem ossos partidos, sem costelas deslocadas... Bah.
Segunda-feira, Março 14, 2005
Domingo
Ainda não é meio-dia. Saio da cama com um pouco de sede. Bebi um pouco ontem e é normal estava vontade de outros líquidos, mas, ainda assim, sinto-me fresco. Também só foram meia dúzia de cervejas, mais coisa menos coisa. Adianto. Levanto-me, "Olá, mãe!", o cheiro a assado, comida de Domingo que só se tem em casa dos pais. Tomo banho, revigorante, visto-me e saio para tomar um café e ler as últimas notícias. Agora dá-me para estas loucuras de ver a rua antes da uma da tarde ao fim de semana, sinal da idade (ainda que não seja já sinal de velhice). Encontro o meu pai no café, falo com ele, folheio o Público, tanta coisa de novo que nada importa na verdade. Estamos na conversa, falo-lhe da viagem que pretendo fazer a Marrocos em Setembro, ele arma-se em pai, dá-me conselhos, que já fez essa viagem "há que ter muitos cuidados". O telefone toca, é a mãe, subimos para o almoço, como apressadamente, tenho de sair o mais cedo possível porque às 6h devo estar em Lisboa para fazer um trabalho para a faculdade. Passo em casa de uma amiga que também vai na mesma direcção. Ela tem ensaio do teatro às 4h, também em Lisboa, mas já avisou que vai chegar um par de horas atrasada. Arrancamos dentro dos planos, A7 durante 20 km's, depois A3 em direcção ao Porto, cruzamos a Invicta, que belo é o Douro no sol de Inverno, entramos na A1. Vamos andando sem grandes pressas, dentro dos limites habituais, a uma média de 130km/h e...
pimba
A dez quilómetros da área de serviço da Mealhada/Cantanhede o carro decide desligar-se em plena autoestrada, quando ia a 140 km/h. Acho estranho, encosto para ver o que se passa. Subitamente perdi tracção no carro estava a acelerar em seco. Tento ligá-lo e nada. Abro o capot para fingir que percebo e trato de ligar ao pai, o pai fica furibundo sabe-se lá com quê, eu é que estava parado no meio da estrada. Voltamos a tentar ligar o carro e ele pega, mas não arrisco, quatro piscas, berma da estrada, já só faltavam meia dúzia de quilómetros para a bomba e lá de certeza que se vê melhor o que é. Para um carro, pergunta se queremos ajuda, ajuda-nos, "falta de óleo, o motor tá sequinho". É verdade, confirmo, o carro está sem óleo. Arrisco a andar mais uns metros e bomba de gasolina. Gasto a semanada em óleo para o carro, agora é que vai ser, "não puxe muito pelo carro nos primeiros quilómetros", o senhor vai-se embora, era um GNR fora de serviço, até deixou o número para beber um copo com os acidentados dessa tarde. Arranco com o carro, perfeito, sinto-o a funcionar às mil maravilhas. Saímos da estação, devagar devagarinho, primeira segunda terceira, já vamos a 80, depois 90km/h e vou mantendo por aqui, convém não esticar. Faço dois ou três quilómetros e...
pimba
O carro volta-se a desligar. "Então não era do óleo?". Aparentemente não era só do óleo que a minha semanada estava a alimentá-lo a peso de ouro. Hmm, que se terá passado. Ligo ao pai de novo, pai liga à assistência de viagem, uma hora à espera do reboque. E as horas passavam, já eram 6h da tarde e ainda não tinhamos chegado a Coimbra. Vamos até à Espadaneira, à saída da terra da Cabra, esperamos mais 1h30 até que mandam um táxi. "Levam-nos a Lisboa, certo?" e parece que não. "Ah e tal que o seguro só cobre até X e você é um Y, levo-o até à estação de Coimbra-B, o seguro paga os bilhetes em Alfa e vão agora no das 8h e tal." Oito e tal? Eu já devia estar em Lisboa há duas horas e ainda nem saí de Coimbra. Bem, se tem de ser... E o carro? Fica na Espadaneira e vai recambiado para Guimarães (já que Lisboa é uma terra Y e o berço uma terra X) durante esta semana, quando alguém se decidir a recambiá-lo. Entramos no Alfa. A amiga já nem forças tem para estar irritada. Bem queria ela rebentar com alguém, mas só temos o infortúnio a culpar e é muito pouco. Pendular a dar-lhe gaz, ela decide dormir, aproveitar para descansar, a tarde está a ser extenuante. Eu vou adiantando o que posso do trabalho, tendo em conta que acabei de gastar a semanada no primeiro dia da semana num carro que ficou na Espadaneira e só vejo daqui a 15 dias. "Srs. Passageiros, próxima estação Gare do Oriente". Ela acorda, que sai ali, que lhe é mais fácil para ir ao ensaio. São 22h10. O ensaio tinha começado às 16h, sorrio, digo-lhe que vá, que eu tenho de ir para Santa Apolónia já que tenho duas mochilas, um saco de viagem e duas lancheiras. E vou e chego a Sta. Apolónia e estou a descer as escadas e...
pimba
parte-se a pega de uma das lancheiras e aquilo esparrama-se no chão, são Yoggies espalhados num raio de 5 metros, ele é queijo fatiado do Lidl e alface por tudo que é lado e toda a gente a sair a tentar esconder o riso e até eu me queria rir mas estava um pouco cansado porque o meu carro está na Espadaneira e eu fiquei sem a semanada. Perco o lanço para a fila dos táxis e não tenho forma de conseguir levar tudo comigo, dez minutos a pensar e levo as duas mochilas no torso, o saco de viagem traçado, uma lancheira numa mão e a outra arrasto-a ao pontapé, como se tivesse rodas, mas sem as respectivas. Demoro 5 minutos a fazer 100 metros. Ah, falta-me dinheiro para o táxi, vou a um MB, não tem, vou a outro, não tem, "que se foda", penso eu. Estou cansado. Mais dez minutos na fila de táxi e eu ao biqueiro à lancheira e o carro na Espadaneira e o trabalho que era às 6h e já são quase 11h da noite. Entro no táxi e já penso o que irá acontecer a seguir. Um acidente? Um assalto em casa? E...
pimba
Não aconteceu nada disso. A viagem foi suave, "o Sporting lerpou duas em casa", peço-lhe (ao taxista) para esperar um pouco enquanto vou levantar dinheiro, carrego o telemóvel, pago e subo.
E agora relaxo.
Sexta-feira, Março 11, 2005
É tão simples quanto isso
Ainda a propósito da questão levantada pelo meu mui caro camarada Hoka Hei há dois posts atrás, parece-me a mim que há um princípio fundamental da vida em sociedade que os cavalheiros que orquestram o nosso espaço comum (e, admito-o tristemente, mesmo os indivíduos comuns, por quem tinha uma consideração mais elevada) fazem questão de ignorar. É uma frase repetida tantas vezes que se tornou quase um cliché, que a maior parte das pessoas apregoa mas que tão poucos seguem realmente.
“A minha liberdade acaba quando começa a do outro.”
Até me sinto estúpido em escrever estas palavras. São tão óbvias que parece que me estou a socorrer de lugares-comuns fáceis. Mas é assim mesmo.
Esta frase não implica só um limite da nossa liberdade. Também implica que, enquanto não interferirmos com a liberdade alheia, somos livres de nos governarmos como bem nos aprouver.
Livre para viver ou morrer, livre para falar ou ficar calados, livre para aprender ou ignorar, livre para decidir como quero que a minha vida seja.
Eu sei, não estou a dizer nada de novo. Mas então porque caralho é que as coisas ainda são como são?
Quinta-feira, Março 10, 2005
Fortune Cookie
A adversidade só é uma bebida amarga se concordarmos em tragá-la.
Vê-se mesmo que nunca saiu à noite em Portugal, percebia logo a falta de critérios naquilo que se vai tragando...
E fica a pergunta no ar: que adversidade nas vossas míseras vidas vos transformou nessa merda destrambelhada que são?
Quarta-feira, Março 09, 2005
Push the button
Confunde-me a celeuma em torno de temas como a eutanásia e, de um modo mais celular, do suicídio. Argumentos religiosos, estatais ou meramente éticos apontam para a essencial salvaguarda dos valores centrais da sociedade ocidental actual. O direito à vida é, sem espaço a discussões, um desses. Mas desde quando é que o suicídio e a sua forma assistida - eutanásia - tem porra a ver com o direito à vida?
A base para o conceito de "direito a alguma coisa" não passa pelo livre-arbítrio de usufruir ou não desse direito? A democracia dá-me o direito ao voto. Obriga-me, por acaso, a ir votar? Não será o raciocínio o mesmo neste caso? Termos, enquanto seres humanos, a ilusão (que seja) de que podemos controlar, ainda que parcialmente, a finitude da nossa vida reforça a confiança individual e social, estrutura e desenvolve o Homem.
Querer viver é-me tão válido como querer morrer. Alegar o direito à vida é-me tão válido como alegar o direito à qualidade de vida e, caso esta não exista, abdicar do primeiro.
A vida é um direito, não um dever.
Mourinho, o Criador
Arsene Wenger, Alex Ferguson, and Jose Mourinho all perish in a plane crash and went to meet their maker.The supreme deity turned to Wenger and asked, tell what is important about yourself.Wenger responded that he felt that the earth was the ultimate importance and that protecting the earth's ecological system was most important.God looked to Wenger and said, " I like the way you think, come and sit at my left hand".God then asked Ferguson what he revered most.Ferguson responded that he felt people and their personal choices were most important.God responded, " I like the way you think, come and sit at my right hand".God then turned to Mourinho, who was staring at him indignantly.God asked "What is your problem Mourinho "?Mourinho responded:" I think you are sitting in my chair".
Segunda-feira, Março 07, 2005
Happy birthday to you, Mr. President
Se há coisa que não percebo é porque raio se continua a celebrar os aniversários. Não me interpretem mal, eu acho que todas as desculpas para se fazer uma festa são bem-vindas. Mas os aniversários? Porquê escolher celebrar a passagem de 365 dias, ao certo? Eu já passei por alguns aniversários, e posso afirmar que em nenhum deles senti operar-se uma profunda metamorfose do meu ser ao bater da meia-noite. Se calhar o meu cinismo em relação a esta festa deve-se ao facto de não ver o crescimento pessoal como uma sucessão de horas, dias, meses, anos…
E eu até sou totalmente a favor de se marcar transições reais com uma bela duma festa, com festim condigno, etc etc. Acho que se devem celebrar acontecimentos que tenham um real impacto no nosso crescimento.
Por exemplo, porque diabo é que nunca se vê celebrar a perda de virgindade de alguém?! Não é um acontecimento único e marcante da vida de alguém? Não constitui um marco histórico para qualquer pessoa, muito mais do que a passagem das 23:59 para as 00:00 de um mês/ano qualquer?
Imaginem o seguinte cenário:
HIPÓLITO: Pessoal, sabem que mais? Cheguei à conclusão de que toda a matéria não é mais que energia concentrada numa vibração lenta. Que somos todos uma consciência experienciando-se a si própria subjectivamente. Não existe coisa como a morte, a vida é apenas um sonho e nós somos a imaginação de nós próprios*.
PESSOAL: Uau! Isso merece uma festa!
I rest my case.
Atenção, eu não acredito em aniversários mas acredito em prendas de aniversário! Por isso não se esqueçam que eu em breve faço aninhos e espero um presente à medida.
*Roubado de Bill Hicks
Domingo, Março 06, 2005
Young Rebelo...
... é o nome desta foto
They call me Mr. Knowitall
I will not compromise.
I will not be told what to do.
I shall not step aside.
They call me Mr. Knowitall
I have no time to waste.
My mouth it spews pure intellect.
And I've such elegant taste.
They call me Mr. Knowitall.
I sip the aged wine.
Oh I could tell such wonderous tales
if I should find the time.
I must be Mr. Knowitall
For ideas they come in bounds.
I am Mr. Knowitall
So spread the word around.
They call me Mr. Knowitall
I am so eloquent.
Perfection is my middle name
And whatever rhymes with eloquent.
by Primus
Sábado, Março 05, 2005
Educação sexual no novo Código da Estrada
Enquanto o ensino na escolas anda e não anda, o novo Código das Estradas vai dando um empurrãozinho...
Porque é que eu acho que o Wrestling é uma subtil forma de arte
Porque é uma mistura de luta marcial, circo, malabarismo, telenovela venezuelana, teatro, espectáculo de massas.
Porque é um exemplo fantástico do kitsch (sendo o wrestling mexicano o seu mais elevado expoente).
Porque é tão over the top, e de uma forma tão ingénua, que só pode ser bom.
Porque os comentadores parecem tão francamente surpresos, até demasiado, com os loucos plot twists que estudaram cuidadosamente pelos guiões.
Porque é um desporto violento, e eu sou completamente a favor de desportos violentos. Ao contrário de muita gente, eu acredito que eles funcionam mais como uma forma de libertar energias do que um catalizador para a violência. Regra geral, os indivíduos que participam neste tipo de desporto são pessoas surpreendentemente calmas (Esqueçam o Mike Tyson, para ele não há desporto suficientemente violento). Peguem numa pessoa potencialmente violenta, metam-na num ringue de boxe uma hora por dia, e verão que na maior parte dos casos eles saem de lá demasiado cansados para cometer homicídio em primeiro grau (para a fraude fiscal não há solução tão fácil). N’A Ilha de Aldous Huxley, era o montanhismo, na sociedade moderna pode ser o rugby. Acho que era num conto de Asimov em que existia uma sociedade que substituíra a guerra pelo desporto… Não me parece assim tão má ideia.
E finalmente, porque é profundamente revelador inconsciente colectivo, em parte por se tratar de um espectáculo de massas (não confundir com desporto, de que tem muito pouco), e em parte por seguir uma espécie de “guião”.
E quem diz wrestling, pode dizer Oprah, Antique Road Show, Olá Portugal, Praça da Alegria, O Bar dos Famosos ou o saudoso Big Show Sic. Qualquer um deles é merecedor de profunda análise sociológica, muito mais do que, por exemplo, um Estes Difíceis Amores (do qual, de resto, sou um apreciador confesso).
P.S.- Adivinharam, o autor deste post tem TV Cabo e uma vida social miserável…
Sexta-feira, Março 04, 2005
O conto mais pequeno do mundo
Era uma vez uma menina chamada Felicidade...
... e viveu triste para sempre.
Quinta-feira, Março 03, 2005
Quarta-feira, Março 02, 2005
O Irão fica para depois...
Condoleezza Rice já começa a pôr a diplomacia a que Bush nos habituou em prática. A Coreia do Norte é muito longe e como já levaram na tromba naquela zona do globo e contra os iranianos não há uma opinião pública que justifique uma ataque, a Síria começa a perfilar-se como a próxima democracia da zona. E matam-se logo dois coelhos de uma cajadada, já que o Líbano seguir-lhe-à (ou até antecipar-se-à) na criação à paulada de instituições democráticas.
E porquê a Síria neste preciso momento? Primeiro, porque começa a haver uma crescente antipatia para os seus governantes. Invadiram um país para sanar uma guerra civil e nunca mais de lá sairam. Estranho como isto na minha boca soa uma coisa e na de Condoleezza Rice soa a piada. O mundo, irritado com a Síria (e não com os EUA), quer impor-lhes algum sentido de justiça. E ninguém melhor que omnipresente Team America para isso. Em segundo lugar, porque, apesar de não haver provas da intervenção do governo da Síria nos atentados de Telavive na semana passada, há "fortes indícios". Ora: o atentado foi reivindicado por alguém da Jihad Islâmica e eles operam na Síria, ok... E quando há um atentado da ETA pede-se contas ao governo espanhol? Bombardeia-se a Porta del Sol? Bazuca-se as Ramblas? E, além do mais, "fortes indícios"? No Iraque haviam provas irrefutáveis, com animações para PC e Machintosh inclusivé, e nem assim...
O artigo completo no Público.Pt
Guerra dos Sexos
... sobre Vénus
Women are considered deep. Why? Because one can never discover any bottom to them. Women are not even shallow.
If a woman possesses manly virtues one should run away from her; and if she does not possess them she runs away from herself.
Friedrich Nietzsche
The strength of women comes from the fact that psychology cannot explain us. Men can be analyzed, women merely adored.
Oscar Wilde
... sobre Marte
It is much more easy to accuse the one sex than to excuse the other.
Michel Eyquem de Montaigne
The true man wants two things: danger and play. For that reason he wants woman, as the most dangerous plaything.
Friedrich Nietzsche
It is easier to know men in general, than men in particular.
François de La Rochefoucauld
The little man is still a man.
Johann Wolfgang Von Goethe
Terça-feira, Março 01, 2005
One down, four to go...
Os EUA decidiram (quase) juntar-se ao mundo civilizado ao retirarem a aplicabilidade da pena de morte a menores de 18 anos. Ainda não foi desta que vimos o recuo completo dos sobrinhos de Sam, sempre fiéis à máxima "An eye for an eye, a tooth for a tooth", mas, optimistas como somos, vemos isto como um passo incontornável na caminhada para a democracia dos EUA. Os avanços são inegáveis.
Comparando a confusão das eleições do início do milénio e as de Novembro de 2004, a América evoluiu.
Comparando as justificações para a guerra do Afeganistão (they're mean and with a terrible fashion sense) e a guerra do Iraque (they're mean and they have weapons of mass destruction hidden somewhere inside moving trucks that, in fact, could be carrying anything else), a América evoluiu.
Comparando a política externa do primeiro mandato de Bush e os esforços actuais (a óbvia passagem do filho único, birrento, que quer não gosta de partilhar os seus brinquedos imperialistas com ninguém para a do adolescente que gosta de companhia e rambóia nessas coisas do começar guerras para impedir guerras), a América evoluiu.
E voltou a fazê-lo agora. Os norte-americanos retiram-se da lista de países que permitiam responsabilizar com a vida menores condenados à pena de morte. Sobram os mesmos goodfellas de sempre:
Arábia Saudita
Irão
China
Paquistão
Adenda
And then, he was alredy 17 trillion in the whole, he decides to go to war with the Banana Republic, because they make toxic tank tops. And then after "a bunch of Gap employees are dead" finding out that the Banana Republic never even made tank tops in the first place.
Nunca pensei dizer isto, mas tenho saudades da publicidade nos outdoors.
Vá lá, já passaram as eleições (a propósito, estou abismado com os níveis de abstenção tão reduzidos. Somos quase um país!), já era alturinha de tirarem de lá os cartazes políticos... Mal por mal, escolho a publicidade ao Omo Máquina ou à revista Flash ou o que quer que seja.
Os meus parabéns à Catarina. Um ano mais próxima da terceira idade, hem. Grande abraço!
P.S.- E para quando cartazes com César das Neves a apontar para o transeunte a dizer: "I want you to join the church!"
Parabéns
À Catarina, pelos 22 anos festejados além fronteiras, numa terra qualquer de nome impronunciável na zona dos Países Baixos.
Ao Blasfémias pelo seu primeiro aniversário. Nem sempre dizem coisas acertadas, mas vão dizendo certas coisas. A discussão é sempre benvinda e muito contribuem eles.
Ensopado de Borrego
Ingredientes:
1,5 kg de borrego (sela e costeletas )
200 grs de margarina
500 grs de cebolas
5 dentes de alho
1 folha de louro
6 grãos de pimenta
1 colher de (sobremesa) de colorau doce
3 colheres de (sopa) de vinagre
picante q.b.
farinha
1 molho pequeno de salsa ou coentros
sal q.b.
pão de véspera (caseiro)
Confecção:
Corte o borrego aos bocados e passe por farinha. Aloure em 100 grs de margarina. Entretanto, corte as cebolas e os alhos em rodelas e, juntamente com o louro e a pimenta em grão, faça um refogado pouco puxado com a restante margarina. Junte o borrego, tempere com sal, o picante, o colorau e o ramo de coentros ou salsa e junte a água necessária para ensopar o pão. Deixe cozer. Corte o pão em fatias e coloque-as na terrina. Na altura de servir retire a carne. Leve o caldo ao lume com vinagre e deite-o a ferver sobre o pão. Sirva a carne à parte, numa travessa.
(concluí que o que João César das Neves diz não é assim tão importante que justifique levar com a foto dele a abrir; há coisas bem mais úteis e agradáveis)
Servus servorum Dei
