Consequências do efeito de estufa
Os americanos reelegeram George W. Bush.
Ninguém consegue encontrar o gajo mais famoso do mundo.
Andar de transportes públicos está ainda mais perigoso (nunca chegou a ser seguro com aqueles motoristas).
Não há no país candidatos a Presidentes da República que não por lá passado ou, pelo menos, tentado.
Tomasson preferiu o Estugarda.
Os Oasis ainda dão concertos.
Chove no final de Julho.
Quarta-feira, Julho 27, 2005
Terça-feira, Julho 26, 2005
History always repeats...
Num esforço inequíveco dos praticantes da política em Portugal, os diversos partidos políticos já responderam à lufada de ar fresco que é a alegada candidatura de Soares à Presidência da República. Cavaco vai recuar e dar o seu lugar a Emídio Guerreiro. Jerónimo de Sousa aposta na actualidade de Marx. O CDS-PP de Ribeiro e Castro vai um pouco mais longe, com a candidatura de D.Miguel, "o absolutista para uma maioria absoluta", mas cabe ao PPM a mais arriscada decisão: D. Afonso Henriques vai voltar às lides políticas. Só o Bloco de Esquerda não embarcou na maluqueira. Dando já mostras de incapacidade de renovação política, Fernando Rosas deverá candidatar-se pela 2ª vez. Fontes do Inoportunus disseram-nos, no entanto, que ainda tentaram convencer um "dread de rastas, cuja filiação política combina com as cores do BE, chamado Quinel, anti tudo o que o faça esforçar-se", mas ele não estava para aí virado. É a democracia que perde.
Quinta-feira, Julho 21, 2005
Fight fire with fear
O sentimento de insegurança começa a incomodar-me. A sensação de impotência para combater algo que nos é incompreensível ainda mais. A Visão anuncia que o seu inquérito online diz que os portugueses estão dispostos a ceder nas liberdades para sua segurança. Isto já ultrapassa o incómodo, enoja-me.
Quarta-feira, Julho 20, 2005
Bastou-nos um mapa cor-de-rosa
A Al Qaeda é instrumento político sob capa religiosa. É como se à IURD (salvo seja) desse a travadinha e decidissem candidatar-se à Presidência da República, ameaçando com a ira divina quem não os apoiasse. A IURD sempre é mais educada. A Al Qaeda é pior do que um sindicato metalúrgico em pleno Verão Quente e já faz ameaças.
A minha resposta.
Terça-feira, Julho 19, 2005
Remédio santo
O governo tem duas boas formas de dizimar por completo a oposição, quer política, quer social, quer aquele misto que são os bloggers, esses politician-wannabes com demasiado tempo nas mãos:
- faz uma linha entre o Marquês do Pombal e a co-inceneradora mais próxima, com chocolates embrulhados em impressos para subsídios a fundo perdido (que somos todos muito empreendedores, mas com o dinheiro dos outros é sempre mais fácil) e fica à espera para fechar o alçapão e ligar o forno
- introduz, no início de todas as frases que sirvam de anúncio a medidas impopulares, a expressão "Como diz a profecia..." (sugestão Hedonista)
É remédio santo.
Há ironias do caralho
Com 11 mortos num só dia aqui ao lado, ainda ousamos dizer que não temos um plano de combate aos incêndios? Ao menos ainda vamos mantendo as médias de carbonizados mais baixas...
Afinal, só vai uma...
Dá-se o dito pelo não dito. Ah e tal, é o contexto, diz um. Tal e coisa, são transcrições, dizem outros. Mas diz-se por aí que afinal não era opinião do primeiro. É a opinião que os segundos têm da opinião dele.
E aí vão duas...
Depois da opinião pessoal sobre o quão moribundo estaria o Tratado Constitucional, Freitas volta a opinar. E quando Freitas opina, o PS treme! Ao dizer que o governo não explicou convenientemente a necessidade de subida dos impostos, está a dizer três coisas, nenhuma delas positiva (para o PS):
-que ele não os teria subido (pick me, pick me!!!)
- que o ensino público é tão mau que vamos precisar de explicações para perceber que há uma crise
- que o factor "dinossauro-da-política" é uma faca de dois gumes, é bem visto nas eleições, mas os dinossauros caracterizam-se pelo excesso de opiniões contrárias à norma...
Segunda-feira, Julho 18, 2005
Eu é que sou o presidente da junta
A direita tem Cavaco. A esquerda Manuel Alegre. Bolo rei vs. Cão como ele. Só nos resta o Vieira. E ainda bem.
Domingo, Julho 17, 2005
II Epístola de S. Barreto aos Graçolas
Muito se discute sobre o papel dos media. Se a informação deve ser o seu núcleo central, se o entretenimento. Ou talvez mesmo a opinião, como forma de diversificar os discursos de análise de uma determinada problemática. Eu cá acho que o seu papel é outro: conversa. Conversa cara, por sinal, já que uma empresa tem de pagar mais de 5000€ por uma página central do Público para colocar um anúncio, mas António Barreto usa-as (e recebe por isso) para conversar com Vasco Graça Moura. Bem podiam arranjar um telemóvel...
Aos mortos rouba-se a justiça
Tanta civilização, tanta evolução, mas mantemos impregnados os mais básicos sentimentos. Vingança, culpa, voyeurismo. E isto porquê? Porque uma semana depois dos atentados de Londres já não temos mais suspeitos de terrorismo para termos terroristas. Como tenho bastantes dúvidas que a polícia britânica use a terminologia "terrorista" por dá cá aquela palha, tenho de concluir que se trata de um típico apimentar, aparentemente inocente, mas suficiente para tocar cada um no que de mais intimamente mau tem!
Aos mortos rouba-se a presunção da inocência, rouba-se o direito de defesa, roubam-se as características que tanto definem a cultura ocidental, que tanta luta a preservar tem dado. E os media seguem nesse circo, alimentando o sentimento medieval que nos arrasta em multidão para ver quem é o triste enforcado, a bruxa a queimar ou o herético a impalar. Em tempo de falta de pão, a populaça quer é muito circo para distrairem da sua fome.
P.S.: com isto não se defende qualquer forma de terrorismo; provavelmente até estão a usar os epítetos certos em relação aos suspeitos; o timing é que é errado, é que transforma "prisão preventiva" em "efectiva", que cria a suprema confusão entre quem observa o funcionamento da Lei de que ninguém tem de deliberar sobre as suspeitas; que elas se mantêm por si só; se é assim, não deverei falar mais com os meus vizinhos, não sejam eles filhos da Velha Senhora...
Sexta-feira, Julho 15, 2005
Prémio Os Ventos Atlânticos Causam-me Rinite No Cérebro
Portugal continua a liderar a lista dos idiotas, país onde se pode ser xenófobo para com pessoas do mesmo país e racistapara com pessoas da mesma raça
(vide declarações do PSD-Madeira sobre Freitas do Amaral)
E lá vai o povo dizendo merda
Quem inventou que os portugueses gostam da mulher como a sardinha - pequenina e rechonchuda - tem, certamente, um historial perturbante relacionado com os seus distúrbios alimentares da adolescência. E, como se isso não bastasse, deve ser minorca.
É mais um David a morder os calos ao Golias
Já tinha ouvido falar que uma das formas de pressão sobre os jornalistas eram os desinvestimentos publicitários num determinado grupo. Julguei que ninguém teria uma lata tal de fazer algo tão obviamente agressivo. Até o GES (Grupo Espírito Santo) decidiu retirar toda a publicidade da Impresa (SIC, Visão, Expresso, etc). E porquê? Porque se sente perseguida e forçada a aumentar os seus investimentos publicitários. É, no mínimo, uma lógica distorcida, uma espécie de cliente franzino de discoteca que arrasta o segurança pelas orelhas dali para fora...
Quinta-feira, Julho 14, 2005
Oh Manel Maria, achega-me aí os coiratos...
Um dos mais curiosos fenómenos nacionais são os comícios. Certos que estamos da absoluta incompetência e assustadora inutilidade que grassa nos políticos nacionais, só posso concluir que será a comida à borla num contexto de jantarada fora de casa que movimenta a populaça para estes ajuntamentos, em tempo de aumento IVA a 21%.
O triste é concluir, também, que, se o Fairy se tivesse candidatado à Câmara de Lisboa na altura da feijoada na Vasco da Gama, teria limpo a concorrência. A não ser que a ponte Vasco da Gama seja, afinal, propriedade da Câmara de Loures...
Terça-feira, Julho 12, 2005
Super Blue
No momento em que escrevo estas linhas, acabo de ver um anúncio a um produto chamado Super Blue Stuff ™. Passemos à frente de considerações envolvendo o ridículo do título em questão. Estou apenas a tentar apresentar uma análise (descuidada e pobremente fundamentada como se quer) das intenções dos senhores publicitários (Die! Die! Die!) aquando da concepção destes anúncios. Antes de prosseguir, convém informar os caros leitores de que estou a falar de um creme - azul, por sinal – com a propriedade de curar milagrosamente qualquer dor óssea/muscular.
A repetição frequente do título do produto. Esta é óbvia. Convém gravar no potencial consumidor o nome do produto. Claro que é em casos como este que se torna mais óbvio uma pobre escolha para um título (Super Blue Stuff! Ah ah ah ah!).
O recurso à pseudo-ciência para justificar as qualidades milagrosas (transcendentais) do produto. A Super Blue Stuff é composta de aloé vera e outras coisas representadas por siglas que me escapam agora. O aloé vera é, claro, a penicilina dos dias modernos, e deve ser simultaneamente a expressão mais presente neste tipo de anúncios a produtos medicinais. As siglas contribuem para tornar o produto cientificamente mais apetitoso e também mais obscuro. Claro que o facto de este produto ser uma obra prima da ciência moderna não impede que seja também obra da mão divina: a palavra milagre é frequentemente mencionada. Não é de estranhar que o genial inventor desta maravilha faça questão de frisar que não é um homem de ciência, apenas um humilde agricultor cuja pretensão original era apenas minorar as dores da esposa.
Os testemunhos reais de verdadeiros consumidores verdadeiramente satisfeitos. E absolutamente não remunerados, fazem eles questão de sublinhar! Este não é um mundo dos actores e modelos de perfil grego, de Adónises ou Vénuses. Estamos a falar de gente REAL, escolhida ao acaso entre os exércitos de CONSUMIDORES a quem a Super Blue Stuff mudou radicalmente a vida. Este é um mundo habitado por verdadeiros pensionistas, por reais desempregados de meia-idade, por donas de casa genuínas. Em comum, têm apenas a sua profunda convicção de que o produto que estão a ajudar a vender é a melhor coisa desde as facas Ginsu (que cortavam sapatos, não fosse o diabo tecê-las!).
A identificação com o vendedor. Já aqui foi dito, o homem é um humilde agricultor, já na terceira idade, com ar de que é avô do nosso melhor amigo. Casado com a mulher por quem inventou a Super Blue Stuff. Eu gostava de ter um avô assim. A sério. Fantasio com isso. E para mais, é mais fácil comprar uma coisa a alguém de quem se gosta do que alguém com mau aspecto. Regra básica de marketing (pelo menos acho eu. Se não é, devia ser).
A moral da história é?... O canal Vivir não passa pornografia às segundas-feiras; prossigam com o zapping até ao Odisseia.
Sexta-feira, Julho 08, 2005
Uma mulher convida um homem para algo. O homem recusa o convite, não pode, tem coisas mais importantes. A mulher participa nesse algo sozinho. Enquanto ela participa, as coisas mais importantes do homem são desmarcadas por motivos de força maior. A mulher liga para o homem. Pergunta-lhe que faz ele. Ele diz que está a fazer as coisas importantes. Ela desliga. Se ele não lhe dissesse isso, ela pensaria que ele tinha mentido. Dizendo-lhe isso ele está a mentir. O homem acabou de mentir para não passar por mentiroso.
