Eu cá gosto do plágio
Depois de o maradona (assim mesmo, com minúscula) ter falado do Algarve, vim a saber que esta é a imagem que retrata o Porto no Google.
Segunda-feira, Agosto 29, 2005
Quinta-feira, Agosto 25, 2005
Allah Uh Akbar
(mind the spelling)
Em Marrocos não há dentes, passeios, código da estrada, gelo, loiras, álcool, porco, igrejas, tempo frio e preços altos. Tudo o resto sobra e vale a pena.
Quinta-feira, Agosto 11, 2005
Couscous
Domingo próximo começará a minha primeira road trip fora das fronteiras do nosso belo Portugal. Enfadado pelo pinheiro bravo e pelo eucalipto cheiroso, procuro paisagem diferentes noutros continentes. Ainda pensei em ir para o Algarve, mas seria um choque cultural demasiado forte, por isso escolhi Marrocos. Não tendo nada marcado, apenas levo uns trocos e a vontade de conhecer coisas novas. Por isso, até à próxima leva do síndrome "já não me apetece fazer este percurso", a estrada a palmilhar ligará estas fotografias.
Ceuta 
(sim, é Espanha, mas como é do lado de lá do Mediterrâneo, não conta como tal)
Restinga Smir / M'Diq / Cabo Negro / Martil
(quatro vilas numa praia interminável ao longo de 40 km's... uma delas servirá o propósito de tostar na grelha mediterrânica)
Chefchaouen
(vila no sopé das Montanhas Rif, o local de maior produção de derivados de cannabis do mundo, são encostas e encostas cheias de trevos de cinco folhas... ah, e tem a particularidade de ser quase integralmente feita de cal branca e pigmento azul)
Fés
(a única cidade imperial que vou visitar, com a mais antiga medina do país; capital cultural, intelectual e onde tenho melhores probabilidades de ser enganado/roubado/ter diarreia por causa da comida ou água de torneira)
Larache
(para se ver novamente o sol a pousar no Atlântico, comer peixe fresco e fazer nudismo na banheira)
Asilah
(mais peixe fresco - mesmo fresco, tipo pescado daquelas casas brancas... ou não - e saborear aquela cena tipo coisa do tass na Zambujeira, mas não há barulheira nem praia - excepto, a Paradise Beach, três quilómetros a sul e os 30 km's de praias logo a norte da vila)
Tânger
(a mais portuguesa das cidades marroquinas, facto facilmente comprovável pela quantidade de antenas nos telhados, à moda de Quarteira/Albufeira e por se sentir o cheiro do desodorizante das supertias a ser arrastado do Algarve ali tão perto)
E chega.
Sexta-feira, Agosto 05, 2005
Sabemos que Vincente Jorge Silva tinha razão em chamar-nos geração rasca quando vemos que, os membros da sua latitude etária, entre as más tatuagens do Ultramar e a superioridade moral de quem a alimenta com o ego, não conseguem fazer um churrasco sem provocar a combustão de uns largos milhares de hectares, mas 30 mil jovens conseguem, muitos sobre o efeito de drogas ou álcool, não atear fogo no palheiro que são os terrenos circundantes ao Festival Sudoeste. Afinal, sempre aprendemos alguma coisa...
